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9 dicas essenciais para uso criativo do flash em ensaios externos

Jaime Mengue

Quando vi o equilíbrio entre a luz natural e a luz do flash nas fotos do Jaime, não tive dúvidas que aprenderíamos muito com seu artigo para o Outstanding Maternity Award.
Aproveitem cada palavra da matéria desta semana…. é puro aprendizado e grande honra ter esse assunto escrito com tanto esmero.
Parabéns Jaime!

O Uso do Flash em Ensaios Externos

Muitas pessoas têm aversão e/ou dificuldade no uso do flash em externas, ficando limitadas somente a luz natural ou fotografar à sombra aberta. Adoro luz natural também e utilizo muito.
Mas em diversas situações a utilização do flash se torna imprescindível. Mesmo com o grande alcance dinâmico das DSLRs atuais, como, por exemplo, em um nascer ou pôr do sol onde a pretensão é a de realçar o ambiente e assunto em ficando em contraluz, assim, fugindo daquele céu totalmente estourado.
Porém, discutir o uso do flash como luz de preenchimento ou como acessório artístico afim de obter resultados bem interessantes é meu objetivo.
No mercado atual existe grande variedade de flashes com diferentes potências, marcas e acessórios modificadores.

Jaime Mengue Jaime Mengue

Tochas e Flashes de estúdio

São parecidos, podem ser alimentados a bateria conectada via cabo, geradores ou energia elétrica (que na maioria das situações é inexistente).
As tochas geralmente não possuem luz de modelagem, a qual é praticamente inútil em ambientes de alta luminosidade. Se puder, dê preferência aos importados como Alien Bees; Profoto ou Elinchrom, pois, estes além da qualidade e potência superior, possuem controle amplo da saída de luz, ao contrário dos nacionais que tem poucos Watts e número guia baixo (se comparados aos importados). Sendo isso relativo dependendo do modificador utilizado. Cada fabricante tem sua metodologia. Os nacionais contam com somente 3 controles de potência, mas que são suficientes e dão conta do recado.

Speedlights

Mais portáteis e práticos, contam atualmente com diversos tipos de modificadores, inclusive a possibilidade de utilizar 2 ou mais speedlights com adaptadores dedicados.
A desvantagem em relação as tochas e flashes de estúdio é sua baixa potência que é calculada de acordo com o zoom utilizado na cabeça do flash.
Por exemplo, o Canon 580EXII tem número guia 58 somente em 105 mm e número guia 28 em 24 mm, se você for usar em 105mm provavelmente iluminará apropriadamente somente a cabeça do fotografado.

Jaime Mengue Jaime Mengue

Radio Flash

Serão acoplados à sapata da máquina (com a possibilidade usar segundo flash acoplado ao rádio flash) e ao flash que ficará fora da máquina (off flash). Transmitindo sinal entre si, realizam disparo à distância e sem fio
Como estamos falando sobre ensaios, dou preferência a esse setup ao invés de usar flash direto na sapata da máquina.

Modificadores de luz

Com a capacidade de alterar a intensidade, qualidade e formato como a luz atinge o assunto, dou preferência para somente os dois tipos abaixo.

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Beauty Dish

Para mim é de longe o melhor modificador de luz para externas. Apesar do uso principal ser para retratos, o beauty dish vence pela praticidade e leveza. Não precisa ser montado e é a melhor opção para dias de muito vento. Fabricado com o interior branco ou prata, possibilita a utilização de difusor (o modelo com interior prata suaviza bastante a luz).

Softbox

Ótimo para ser usado como luz de preenchimento em condições que a luz ambiente esteja mais suave. O softbox diminui bastante a potência da fonte de luz artificial, pois, conta com 2 difusores, além de seu tamanho, que também influencia, quanto maior sua fonte de luz, mais suave ela será.

Jaime Mengue Jaime Mengue

Gel ou Gelatina

São colocados em frente ao flash. Muito utilizados no cinema ou em iluminação contínua para recriar luzes e efeitos. Servem para balancear a temperatura da cor do flash com a luz ambiente no intuito de obter resultado mais natural.
Por exemplo, ao pôr do sol a temperatura da cor pode ser de 7600K e seu flash é em torno 5400k.
Existem vários tipos, sendo os mais usados CTO (Color Temperature Orange) e CTS (Color Temperature Straw). São vendidos em graduação de 1/1 a 1/8.

Metodologia de trabalho

Trabalhando com tochas ou flashes de estúdio você ficará sempre limitado a velocidade máxima de sincronia de sua câmera, no caso da Canon 6D: 1/160. Na 5D III a 1/250.
Alguns flashes como o Profoto B1 trabalham em HSS. Tendo isso em mente faço a fotometria do ambiente, geralmente deixo de 2 pontos a 2 stops subexposto para enfatizar o assunto e ressaltar o céu.
Pela manhã utilizo sempre ISO 100 e após o pôr do sol até ISO 3200, tendo isso em mente você precisa definir a abertura de sua câmera e considerar que a velocidade controla a exposição da luz ambiente, a abertura controla a exposição do flash e o ISO influência ambos, sendo assim acabo sempre trabalhando de f5.6 a f16.
Em relação aos speedlights mantenho o mesmo procedimento, modo manual, 1/1, apesar de possuir HSS (High Speed Sync) evito utilizar este recurso, pois, perde-se muita potência, mantendo-se assim até a velocidade máxima de sincronia. Aconselho a utilização de Battery Pack, triplicando a autonomia do flash e reduzindo para 1 segundo o tempo de reciclagem (não deixando assim seu cliente impaciente).
Em relação ao posicionamento da luz, basicamente procuro sempre manter o assistente até 45 graus de mim, sendo o flash posicionado pouco acima da altura da cabeça dos clientes e obviamente, tudo dependendo do efeito desejado, da visão artística e do cenário.

Tratamento e manipulação de imagem

Utilizo, assim como a maioria dos fotógrafos, o Lightroom e Photoshop. Procuro tratamento pouco agressivo ou que fuja muito da realidade.
Em relação a manipulação, além de algumas correções básicas de pele, muitas vezes se faz necessário a remoção do flash e tripé da cena porque muitas vezes o assistente precisa se aproximar para termos a melhor exposição ou efeito desejado (lei do inverso do quadrado).
Se a cena for invadida, procuro deixar o flash em áreas neutras para mais fácil remoção com o content aware tool, entre outras ferramentas do Photoshop.

Dicas

Gostaria de dar 08 dicas que acredito ser essenciais em relação ao artigo que escrevi

1. Trabalhe sempre com assistente. Estar sozinho pode ser bem complicado para trabalhar com flashes.
2. Se você quer sobrepor o sol precisará de potência… e muita!
3. Em ensaio ao nascer do sol, chegue 30 minutos antes. As cores do céu podem estar fantásticas. Vale também para após o pôr do sol. Acredite, você poderá obter resultados excelentes elevando o ISO e baixando a velocidade para “puxar” as cores no céu.
4. Existe o excelente aplicativo Photographer’s Ephemeris para saber o posicionamento solar. Com ele você poderá programar seu posicionamento inicial no cenário.
5. Grandes mestres da fotografia com flash são Joe Mcnally, Zach Arias, Leandro Nunes, Neil Van Niekerk, e Syl Arena. Ótimas referências para aprendizado.
6. Contra o sol use o ponto de foco central da sua câmera e faça uso da técnica de focar e recompor. É quase impossível focar com pontos periféricos em uma situação de forte contraluz, provavelmente você estará usando sua grande angular e optando por pequenas aberturas. Dificilmente terá problemas com foco utilizando essa técnica.
7. Procure estudar sobre a lei do inverso do quadrado na utilização de flash.
8. Esteja preparado, tanto ao nascer como ao pôr do sol… tudo acontece muito rápido.

Este artigo é somente o básico de minha metodologia de trabalho. O uso do flash é muito mais aprofundado, porém, não tenha medo de sua utilização. Você poderá alcançar resultados incríveis.
Não existe uma “receita de bolo”, tudo depende do estudo e da experimentação. Cada ambiente trará um novo desafio.

Fotos e texto:
Jaime Mengue
Fotógrafo desde 2004, natural do RS, reside atualmente em Imbituba – SC.
Especialista em ensaios externos, família e casamentos.
www.MRFotografia.com.br
https://www.facebook.com/Mengue.e.Ribeiro.Fotografia/
E-mail: Contato@MRFotografia.com.br

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11 comentários em “9 dicas essenciais para uso criativo do flash em ensaios externos

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  2. Obrigada, dicas valiosas e não há muitas informações tão completas, ao respeito de ensaio externo com uso de flash.

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